quinta-feira, 27 de novembro de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Serpenses Ilustres
Camaramam Metálico. E
porque os filhos ilustres de Serpa, não tem necessariamente de ser pessoas que
já partiram, queremos hoje se não dar a conhecer (é por demais conhecido até
mais lá fora do que na sua própria terra) pelo menos dar-lhe o destaque que merece.De seu nome António Francisco Melão, nasceu em Serpa onde viveu com seus avós ermitões na Ermida de Santana ou Santa Ana, entre Serpa e Guadiana.sábado, 4 de janeiro de 2014
Serpenses Ilustres (Figuras da nossa Terra) VIII
JOSÉ
MARIA ESPARTEIRO, (de alcunha “Armónio” por motivo das suas
pernas arcadas) nasceu em 6 de Junho de 1915 na freguesia de Santa
Maria, filho de José Maria Esparteiro e de Catarina de Assunção
Machado Esparteiro.
Tendo
ficado órfão de pai aos 18 anos, assumiu no matadouro da vila o
cargo do pai, fiscal do mercado e do matadouro na Câmara Municipal
de Serpa.
Casou
aos 22 anos com Luísa Pereira Nogueira, com a qual teve 4 filhos :
José Maria (o Zeca), Ana Rita (Aninhas), Maria Luísa (Luisinha ) e
a benjamim, Diva Nogueira Esparteiro (sem diminutivo porque o nome
já é pequeno )
Aprendeu
a profissão de serralheiro, as janelas e porta do Café Alentejano
são uma das suas obras assim como os candeeiros do interior do mesmo
café, desconheço se serão ainda os mesmos que lá podemos ver.
Com
o cargo de Zelador Municipal da CMS, tinha a seu cargo um conjunto de
trabalhos desde fiscal de obras , canalizador, electricista, era um
polivalente.
Conhecia
como ninguém toda a rede de abastecimento de água. Foram da sua
responsabilidade as primeiras iluminações para as festas da Páscoa
no edifício dos Paços do Concelho as quais fizeram um enorme
sucesso, caso curioso esta instalação foi feita de uma forma
invulgar, de cabeça para baixo a partir dos beirais do telhado
Quem
dispensa o som do Relógio da Torre? Pois saibam que era o Sr José
Esparteiro que tinha a seu cargo dar corda ao relógio, dia sim dia
não subindo os 52 degraus.
Antes
da sua aposentação ainda teve um louvor dado pelo Presidente da
Câmara. Era sócio da Banda
e da Sociedade Luso União Serpense.
Faleceu
a 12 de Setembro de 1983
No
Restaurante Molhó Bico existem uns versos escritos pelo Sr António
Jacinto Afonso, cuja
4ª estrofe contém o nome deste nosso patrício:
Logo
atrás o Zé Esparteiro
Que
vem feito “num chinelo”
Procura
o Zé Cantoneiro
E
aparece-lhe o “Martelo”
Serpenses Ilustres (Figuras da nossa Terra) VII
Natural
de Serpa, Urbano Rodrigues, ou melhor Urbano Pires Lavado Corte-Real
Rodrigues, nasceu na Freguesia de Santa Maria em 9 de Julho de
1888.
Cedo rumou a Moura, terra natal do seu pai, onde se mantém até à adolescência, vai para Lisboa aos 16 anos onde frequenta o Curso Superior de letras, tendo como mestre Teófilo Braga.
Cedo rumou a Moura, terra natal do seu pai, onde se mantém até à adolescência, vai para Lisboa aos 16 anos onde frequenta o Curso Superior de letras, tendo como mestre Teófilo Braga.
Inicia
a sua colaboração em vários jornais com a publicação de
folhetins, tendo como parceiros, Aquilino Ribeiro, Alfredo Guimarães
e Pinto de Carvalho entre outros.
Passou pelo jornal “O Século” colaborando na página literário e depois no jornal “O Mundo” de que foi Chefe de Redacção e mais tarde director.
Passou pelo jornal “O Século” colaborando na página literário e depois no jornal “O Mundo” de que foi Chefe de Redacção e mais tarde director.
Do
seu casamento com Maria da Conceição Tavares nasceram-lhe três
filhos, Urbano Augusto; José Eduardo e Miguel Urbano Tavares
Rodrigues.
Deu
inicio à sua vida de escritor e dramaturgo em 1905, publicando a
peça de teatro “Caminho da Ventura” a que se seguiram “Carmim”;
“Maria da Graça” onde retrata usos e costumes do Alentejo, entre
outras.
Eleito
Deputado por Beja pelo Partido Republicano nas eleições de 1813, as
suas intervenções pautaram-se pela preocupação das condições
sociais em especial dos trabalhadores rurais e mineiros.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
“SERPA
E OS SERPENSES”
Regulamento
Artigo 1º
Objectivos
O Concurso
de fotografia denominado - Serpa e os Serpenses – organizado pela
Associação “Grupo Serpenses no Mundo” tem como objectivo
estimular e promover a capacidade artística dos Serpenses, no
domínio da fotografia humana e paisagista.
Artigo 2º
Destinatários
O Concurso
destina-se a todos os Sócios da Associação “Grupo Serpenses no
Mundo”
Artigo 3º
Modalidade/categorias
- Os participantes poderão concorrer com duas fotos originais por cada uma das seguintes categorias:
- Preto e branco
- Cores
- As fotografias são de tema livre desde que obedeçam ao principio e denominação do Concurso ou seja “Serpa e os Serpenses” sem manipulação digital como exemplo:
a) Paisagista
b)
Humana
c)
Monumental
d)
Pormenores
- As fotos devem ser apresentadas nas dimensões 29,5/ 21, formato A/4 em papel fotográfico ou papel corrente.
- A cada proposta deverá ser dado um título e/ou tema
Artigo 4º
Apresentação
dos trabalhos
- Os trabalhos referidos no nº 1 do artº. 3º., deverão ser colocados em dois envelopes separados, ambos sob pseudónimo, um contendo o trabalho, com a designação de “preto e branco” e/ou “a cores”, e outro contendo a identificação do concorrente, ambos devem depois ser colocados num terceiro envelope, fechado, a remeter à Associação “Grupo Serpenses no Mundo” Rua de S. Luís nº. 11 – 7830- Serpa, até dia 31 de Março de 2014.
- Por cada trabalho deve ser apresentado um conjunto de envelopes de acordo com o referido no ponto 1.
Artigo 5º
- As fotos serão submetidas a escrutínio secreto por cada um dos intervenientes no almoço tradicional/anual, que terá lugar no dia 19 de Abril de 2014
- Após a votação serão abertos os envelopes identificativos dos concorrentes, seguindo-se a entrega dos prémios.
- As fotos premiadas com o 1º - 2º e 3º lugares ficarão sendo propriedade da Associação a fim de ficarem expostas na sua Sede.
Artigo 6º
Prémios
- Ao primeiro classificado será atribuído o respectivo certificado e o prémio correspondente;
- Aos segundo e terceiros classificados, será atribuído o certificado de Menção Honrosa e o prémio correspondente;
- A todos os participantes serão entregues certificados de participação
- Todos os trabalhos serão publicados quer na página do Facebook, quer no Blogue da Associação.
Artigo
7º
Resultados
O resultado
do concurso será comunicado a todos os participantes no final do
almoço assim como a entrega dos prémios
A realização
deste concurso depende de um número mínimo de 8 participantes.
Artigo
8º
Dúvidas
As dúvidas
suscitadas na aplicação do presente regulamento serão resolvidas
pelo presidente da Direcção da Associação.
Serpa, 2 de Janeiro de
2014
O
Presidente da Direcção
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
Serpenses Ilustres (Figuras da nossa Terra) VI
Quando
da implantação da Republica foi o Dr Ramon, que a anunciou ao Povo
na então Vila de Serpa. A sua acção politica, de Republicano
convicto, mistura-se muitas vezes com a sua posição de Presidente
do Concelho da Ordem Maçónica, na qual se iniciou em 1914 na Loja
Cândido dos Reis.
Esteve
preso sem culpa formada de 1937 a 1939, sob a acusação de ser Maçom, o que consta dos registos da PIDE,
Serviços Centrais, Registo Geral de Presos, liv. 29, registo nº
5776
.
Foi também presidente da Direcção do então Grémio Alentejano nos anos de 1925 a 1928 e Director do
Posto Clínico da Casa do Alentejo. Revista que no seu nº. 170 de Junho de 1951, lhe tece grandes e merecidos elogios, como dirigente, como médico e como Homem.
Transcrevo
o que foi escrito acerca deste ilustre Serpense, quando do descerramento da
lápide que deu o seu nome ao Consultório Clínico da Casa do Alentejo.
- “Ao
comemorar o 28º aniversário do inicio da manifestação colectiva
do regionalismo alentejano, entende o «Boletim da Casa do Alentejo»
que secundou a homenagem de 1949 ao descerrar-se a lápide dando ao
consultório o nome do Dr Ramon de La Féria, apresentar à
consideração dos sócios da Casa do Alentejo o exemplo nobilíssimo
desse Homem, Médico e Alentejano ilustre, que, num tempo de egoísmo
e de interesse próprio, esquece tudo o mais para servir com desvelo
e devotada abnegação, os que nascidos em terra alentejana carecem
do amparo dos seus comprovincianos”-.sábado, 9 de novembro de 2013
Notas breves da História de Serpa
1 - CONQUISTA E RECONQUISTA
5.2 - Freguesias actuais
- A povoação de Serpa foi pela primeira vez conquistada aos Mouros - como todos sabemos - por D. Afonso Henriques no ano de 1146, tendo por diversas vezes sido perdida e reconquistada, tanto aos Mouros como a Castela e finalmente recuperada para a coroa Portuguesa em 1285.
Pela sua posição estratégica fronteiriça, Serpa assistiu e sofreu duras perdas tanto humanas como patrimoniais, nas Guerras entre Portugal e Espanha.São disso exemplo a Guerra da Restauração 1640/1648, Guerra da Sucessão de Espanha 1703/071, cujas memórias estão bem patentes nas Muralhas do Castelo, depois pelas Invasões Francesas 1801/1814.
Ainda a sangrenta perda de vidas quando da Guerra Civil entre Miguelistas e Liberais 1826/1834.
2 - FORAIS E TITULO
- Foram três os forais atribuídos a Serpa, sendo o primeiro concedido por Afonso X, de Castela, em 1285, denominado "Foral de Sevilha", elevando a povoação à categoria de Vila. As terras da margem esquerda do Guadiana, estavam na posse daquele reino, desde 1271. Afonso X mandou também estabelecer a sua demarcação territorial.
- O segundo Foral foi concedido por D. Dinis em 1295, tendo sido construídas as chamadas muralhas Dionisinas ou seja, o primeiro "pano" de muralhas.
- O terceiro Foral concedido a Serpa em 1513 por D. Manuel I senhor de Serpa, o qual a mandou rodear de Muralhas.
- Em 1674 o futuro Rei D. Pedro II, confere à então Vila de Serpa o titulo de Notável, assim como os inerentes privilégios,justificados não só pelo seu numero populacional ( +1500 almas) como pela nobreza das suas gentes, pelos homens insignes que dela saíram, tanto nas letras como nas armas e ainda pela sua posição estratégica face a Castela.
3 - ELEVAÇÃO A CONCELHO, VILA E CIDADE
- Quando D. Dinis concedeu Foral a Serpa, que já era Vila, elevou-a a Concelho e mais tarde D. Manuel I, te-la-à elevado a cidade, tendo voltado à condição de Vila por motivo e em data que se desconhece, (carece de confirmação a fonte desta informação que apenas encontrei num documento que carece de melhor investigação) podendo no entanto especular-se dado o conhecimento que se tem do decréscimo da sua população nomeadamente no séc. XVII. Será um tema a pesquisar nos Arquivos da Torre do Tombo.
- De fonte segura sabe-seno entanto que o seu território foi fixado dentro de um perímetro tendo a Oeste o Rio Guadiana; a Este o Rio Chança; a Norte o Concelho de Moura e a sul o Concelho de Mértola, distando da Capital do Reino cerca de 137 milhas e da Capital do Distrito cerca de 17 milhas e que era o terceiro maior Concelho do Baixo Alentejo.
4 - ACHADOS ARQUEOLÓGICOS
- No território Serpense foram descobertos indícios da presença humana no Paleolitico; Calcolitico, nas Idades do Bronze e do Ferro, assim como nas Épocas Romana e Islamica.
5 - FREGUESIAS
- Ao longo da sua história foi Serpa dotada de Freguesias que mais tarde foram sendo eliminadas, resumindo-se actualmente a apenas cinco mas sem perder qualquer parte do seu território, antes pelo contrário, ganhando alguns territórios com agregação de Freguesias que anteriormente pertenciam ao Concelho de Moura.
Nota curiosa não obstante o aumento do território as suas fronteiras continuam as mesmas que foram fixadas no séc. XVI.
5.1 - Freguesias extintas
S. Braz
Santa Iria
Santa Ana
Santo Estevão
Santo António Velho
Orada (Mina da Orada)5.2 - Freguesias actuais
Pias
Brinches
União de Freguesias de Vila Nova de S. Bento e Vale de Vargo
Vila Verde de Ficalho
União das Freguesias de Salvador e Santa Maria
6 - ACTIVIDADE ECONÓMICA
Durante o séc XVIII e seguintes verifica-se uma grande concentração de propriedades nas mãos de grandes senhores que salvo raras excepções aplicam os seus lucros fora da região.
São desbravadas na segunda metade do séc XIX terras boas para cultivo e também terras improdutivas as chamadas "Galegas" nos anos 30/40 do séc XX a celebre campanha do trigo que estendeu a sua cultura intensiva até às regiões de xisto teve na região de Serpa consequências desastrosas.
Nos finais do séc XX, outra cultura que também não sortiu os efeitos desejados foi a do girassol e agora nos inícios do séc. XXI ainda nada se aprendeu sobre os malefícios do sistema de cultivo intensivo e ai estão as oliveiras em sistema de produção intensiva colocando-se mais uma vez de lado a pastorícia.
Desta vez o Alentejo volta a estar sob o domínio de Espanha e daqui a uns anos quando as Oliveiras já não produzirem voltará o solo Alentejano a ficar mais pobre e improdutivo.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Lendas da nossa terra - "Aldeia" Vila Nova de S. Bento
Conta a
lenda que quando das guerras da restauração em 1640, existiam naquela zona duas
aldeolas, a Aldeia da Fonte do Canto e não muito distante a Aldeia Cabeço de Vaqueiros,
estando os espanhóis com domínio de ambas tal como no resto de Portugal, havia
já 60 longos anos.
No Alentejo, raiano as escaramuças sucediam-se, ainda por cima a planura era propícia
à acção da cavalaria espanhola que por muitas vezes irrompiam por ambas as
aldeias
Mas continuemos, conta-se que uma linda jovem da Aldeia da Fonte do Canto, se apaixonou por
um rapaz da Aldeia vizinha, porém o seu amor parecia não ser correspondido,
pelo que acabou por aceitar a corte de um soldado espanhol.
Ao ter conhecimento de que a jovem iria casar-se com um inimigo, logo se
apressou a declarar o seu amor e a prometer tudo fazer para livrar as duas
aldeias do jugo dos espanhóis.
Foi ai, que transbordante de alegria e na maior das felicidades a jovem, não só
repudiou o espanhol como, invocando S. Bento, por quem tinha grande devoção,
lhe roga pela vida do seu bem-amado e que valesse a este ajudando-o no
cumprimento da sua promessa.
Logo o espanhol repudiado chama mais tropas e a luta surge sem tréguas entre os
rivais, de um lado os espanhóis bem armados do outro, um grupo formado por um
grupo de homens das duas aldeias armados com, alfaias agrícolas, pás, picaretas,
foices e enxadas, que chefiados pelo jovem alentejano e unidos pela mesma
intenção com bravura conseguiram por em debandada as tropas espanholas e libertar
as aldeias da Fonte do Canto e de Cabeça de
Vaqueiros.
As acções de graça em honra de S. Bento que tinha concedido um tal milagre não
se fizeram esperar, era esta a opinião geral.
O povo das duas aldeias que assim lutara juntos logo decidiram unir também as
duas aldeias, que assim ficariam mais fortes contra o inimigo.
Mas que nome lhe haveriam de dar ? Pensaram um pouco. Não era uma aldeia nova que
nascia? Pois seria Aldeia Nova a que acrescentaram de S. Bento, em honra e agradecimento
ao Santo que os tinham ajudado a conquistar pela fé, a paz e a liberdade.
Cumprida a promessa casaram os dois jovens juntando também as antigas aldeias numa bonita história de amor.
Pormenor central do portico onde consta a data da construção da Igreja de S. Bento - 17720
Serpenses Ilustres (Figuras da nossa Terra) V
Manuel Francisco Bentes, nasceu em Serpa em 3 de Abril de 1885 num prédio da Rua dos Cavalos que também dá para a Rua do Governador em que à esquina tem uma janela de meios arcos.
Frequentou a escola de Belas Artes de Lisboa e de Paris.
Em 1905 vai para Paria onde viveu cerca de 30 anos, a ele se juntam outros nomes da cultura portuguesa entre ele Eduardo Viana, Amadeu de Sousa Cardoso, Diogo de Macedo, Dório Gomes.
Regressa a Portugal nos anos 40 onde começa a leccionar em Lisboa e em Évora sendo nomeado em 1950 conservador da secção de pintura do Museu do Paço Ducal de Vila Viçosa.
Fez várias exposições na país e no estrangeiro onde ganhou diversos prémios. Está representado nos Museus Soares dos Reis, nas fundações Calouste Gulbenkian e Casa de Bragança e em vários Museus Municipais.
Manuel Bentes faleceu em Portalegre a 26 de Junho de 1961 tendo os seus restos mortais sido trasladados para o cemitério de Serpa em 1968.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Serpenses Ilustres ( Figuras da nossa Terra) IV
Luís de Almeida e Albuquerque, Nasceu em
Serpa na Rua da Capelinha em 19 de Junho
de 1819, filho de Bento de Almeida Vieira e Albuquerque e de Dª Ana Justina de
Moura Furtado.
Licenciado em Leis aos 24 anos foi Lente na Escola
Politécnica na cadeira de Economia Politica a qual regeu durante 62 anos.
Foi ainda Vereador e depois Presidente da Camara Municipal
de Lisboa, Conselheiro de Estado, Secretário do Governo Civil de Lisboa, Vogal
da Instrução Industrial e Comercial, do Conselho Superior do Comércio e
Industria e Director Geral das Alfandegas.
Como Jornalista escreveu em várias publicações sendo
mesmo proprietário do Jornal do Comércio
e das Colónias do qual foi diretor, jornal em que colaboraram os maiores vultos
da cultura do séc. XIX.
Na sua publicação “Recordações de Infância” Luis de Almeida e Albuquerque, que na verdura dos seus anos ainda sentiu o travo amargo dos seus medos, das suas perseguições, descrevia
assim um dos episódios mais sanguinolentos da História da Vila de Serpa, vividos
durante a guerra entre Liberais e Miguelistas:
Era esta Vila
uma das que mais violentamente alimentavam ódios e as discordâncias,
em que ardia então todo o reino
e que para sempre assinalaram o medonho período
da nossa História,
decorrido de 1828/1833.
O nome de Luis de Alemeida e Albuquerque, será dado a uma rua de Lisboa (Bairro da Graça) a instâncias do Conselgho da Faculdade de Ciências de Lisboa.
A toponimia de Serpa também o seu nome figura desde 1899 que a Vereação em 1967 transferiu para a rua atrás da escola primária (antiga escola do rapazes) junto ao Jardim.
O nome de Luis de Alemeida e Albuquerque, será dado a uma rua de Lisboa (Bairro da Graça) a instâncias do Conselgho da Faculdade de Ciências de Lisboa.
A toponimia de Serpa também o seu nome figura desde 1899 que a Vereação em 1967 transferiu para a rua atrás da escola primária (antiga escola do rapazes) junto ao Jardim.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Onde nasci
Eu nasci no quarto Bairro
E a saudade me remexe
Da Rua de Santo António
Mesmo ali ao pé da creche
O nascimento é notório
E a felicidade traduz
Ao meu pai de nome António
Ao meu pai de nome António
Minha mãe Maria da Cruz.
Apelidos também tenho
Da minha mãe o Rações,
Nome forte em tradição
E guardo com muito empenho
O do meu pai é Furão.
Desse rua tão pequena
Perpendicular às escadinhas
Perpendicular às escadinhas
Chorei de saudade e pena
Por lembrar de vidas minhas
Das ruas deste meu espaço
Palmilhadas sempre a pé
Nunca chegava o cansaço
A este vosso amigo Zé
Naquela Travessa de Brinches
Brincadeiras muito encerro
Futebol de pé descalço
Na velha Linha de Ferro
Correrias sem ter fim
Nesse Bairro tão singelo
Que trás alegria em mim
Mesmo sendo velho é belo.
Sou de Serpa e a Deus peço
Vida longa e douradora
Eu nasci no Quarto Bairro
Ali às Portas de Moura
JRRF
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Termas Populares - Águas da Ferradura
Quem dos Serpenses mais velhos ou mais novos não terá ouvido falar nos benefícios das águas de Ferradura.
Ora vamos lá saber onde são e porque são tão famosas estas águas.
A localização:
A três km de distancia de Vila Verde de Ficalho, Concelho de Serpa, na Estrada Nacional 385 na direcção do Sobral da Adiça, existe um portão (informação disponibilizada em 2002) com a designação de "Herdade do Pé da Serra" franqueado-se aquela passagem percorrem-se mais 2 Km por estrada de terra batida encontrando-se de seguida a Herdade de Barros e Ferradura, a propriedade é particular mas o seu dono franquia a entrada aos aquistas, graciosamente o que nos dias de hoje é de louvar. A poça de água, designada por nascente 524N5, é conhecida e utilizada desde há muito tempo e consta de relatório de Inspecção de Aguas Termais de 1947, tem a configuração de uma ferradura, cerca de 12 metros de diâmetro e as suas águas são bicarbonatadas sódicas-magnesianas, trata-se de uma escavação em que água se encontra 2 metros abaixo do solo. As nascentes são três mas a poça nunca transborda. No fundo da poça existe uma argila gordurosa utilizada para dores musculares, reumatismo e doenças de pele e embora a maioria a use as aguas aquecidas, para banhos, há também quem tome agua e dizem, chegam a curar-se de doenças do fígado.
Ora vamos lá saber onde são e porque são tão famosas estas águas.
A localização:
A três km de distancia de Vila Verde de Ficalho, Concelho de Serpa, na Estrada Nacional 385 na direcção do Sobral da Adiça, existe um portão (informação disponibilizada em 2002) com a designação de "Herdade do Pé da Serra" franqueado-se aquela passagem percorrem-se mais 2 Km por estrada de terra batida encontrando-se de seguida a Herdade de Barros e Ferradura, a propriedade é particular mas o seu dono franquia a entrada aos aquistas, graciosamente o que nos dias de hoje é de louvar. A poça de água, designada por nascente 524N5, é conhecida e utilizada desde há muito tempo e consta de relatório de Inspecção de Aguas Termais de 1947, tem a configuração de uma ferradura, cerca de 12 metros de diâmetro e as suas águas são bicarbonatadas sódicas-magnesianas, trata-se de uma escavação em que água se encontra 2 metros abaixo do solo. As nascentes são três mas a poça nunca transborda. No fundo da poça existe uma argila gordurosa utilizada para dores musculares, reumatismo e doenças de pele e embora a maioria a use as aguas aquecidas, para banhos, há também quem tome agua e dizem, chegam a curar-se de doenças do fígado.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
1ª. Condessa de Ficalho, musa de Luis de Camões e outros Poetas
Rezam as Crónicas que Dª Francisca de Aragão, 1ª Condessa de Ficalho, terá nascido nesta casa, na Vila de Quarteira, Algarve, por volta do ano de 1536
Com a idade de 13 anos vai para a Corte, ficando ao serviço de Dona Catarina, mulher de D. João III.
Com a idade de 13 anos vai para a Corte, ficando ao serviço de Dona Catarina, mulher de D. João III.
Dizem que ofuscava com a sua beleza a própria Infanta Dª Maria, sendo por isso, adulada pelos poetas do seu tempo como nos dá conta o Cancioneiro Geral.
Poetas como Pedro Andrade Caminha, D. António de Almeida, D. Jorge de Meneses entre outros e, mesmo o grande Luís Vaz de Camões, se perderam de amores por D. Francisca. Foi D. Francisca que de uma vez o desafiou o poeta com o mote: "Mas porém a que cuidados" a que o fogoso e temperamental "Trinca Fortes" alcunha de Luís de Camões, aceitando o repto lho devolveu, acompanhados de uma carta onde é bem patente a admiração que este lhe tinha.
Transcreve-se a composição que Camões escreveu:
« Que vindes em mi buscar,
cuidado, que sou cativo
e não tenho que vos dar ?
Se vindes a me matar
já há muito que não vivo;
se vindes, porque me dais
tormentos desesperados,
eu, que sempre sofri mais
não digo que não venhais:
mas porém a quê, cuidados?»
Desenvolve-se entre eles uma "terna amizade-amorosa" como classifica Julio Dantas, que só não se transforma em paixão porque a Rainha ao aperceber-se afastou da Corte Luiz Vaz enviando-o para as campina do Ribatejo.
D. Francisca casou com o seu primo D. João de Borja, embaixador na Corte Austríaca, para onde partiu nunca mais vendo o poeta. Dizem que quando quatro anos depois soube da sua morte o chorou com sentidas lágrimas.
Serpenses Ilustres (Figuras da nossa Terra) III
Neste caso não se tratará muito bem de um Serpense mas de Dª. Francisca de Aragão, primeira Condessa de Ficalho.
O titulo de Conde de Ficalho, neste caso Condessa de Ficalho, foi outorgado em 1599 por Filipe I, de portugal e segundo de Espanha que o concedeu a Dona Francisca de Aragão, filha de Nuno Rodrigues Barreto, alcaide-mor de Faro e Vedor da Fazenda do Algarve, terá nascido em 1536/37 e segundo reza a história foi uma das mulheres mais belas da Corte.
Dona Francisca de Aragão tinha ascendência régia já que era neta por parte da mãe do Mestre da Ordem de Calatrava, D. Afono de Aragão, filho bastardo de D. João II Rei de Aragão.
Foi para a côrte ao serviço de Dona Catarina esposa de D. João III de Portugal, tendo casado em 1576 com o seu primo D. João de Borja, Conde de Mayalde, figura eminente na Corte de Filipe I.
Mercê dos serviços prestados à Rainha Catarina de Portugal e depois à Imperatriz de Espanha Dona Maria, foi D. Francisca de Aragão agraciada com o titulo de Condessa de Ficalho após a criação daquele condado.
Por morte de D. Francisca herdou o condado de Ficalho o seu filho segundo D. Carlos, o qual foi Presidente do Concelho de Portugal em Madrid.
Faleceu D. Francisca no dia 19 de Outubro de 1615, ficando sepultada no Colégio de Santo Inácio em Valladolid
O Titulo outorgado de juro e herdade, foi extinto em 1692, com a morte sem descendência do 4º Conde
de Ficalho.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
AFINAL... QUEM SOU EU
Gostaria de ser uma luz na tua vida,
Uma luz bem reluzente, ali nos lados do forte,
Luz da cidade, aquela que sempre amei, e amo até à morte
Gostava de ser a luz, essa luz que ilumina, mas está ferida...
Mas sou apenas uma triste sombra embranquecida,
Que o destino duro e amargo deu ao mundo em sorte,
Impelido pela força da natureza divina, vivi no forte,
Esquecido no mundo, fiz o meu luto de esperança perdida!...
Sou aquele que passa na rua, mas baixo a "crista"...
Porém, sou mais um que vem para rever...
Tão linda e tão bela que é a Rua da Boa Vista.
Se calhar sou uma visão com quem alguém sonhou,
Que veio até cá para mais sonhos não ter,
E continua a procurar alguém que nunca encontrou!
Uma luz bem reluzente, ali nos lados do forte,
Luz da cidade, aquela que sempre amei, e amo até à morte
Gostava de ser a luz, essa luz que ilumina, mas está ferida...
Mas sou apenas uma triste sombra embranquecida,
Que o destino duro e amargo deu ao mundo em sorte,
Impelido pela força da natureza divina, vivi no forte,
Esquecido no mundo, fiz o meu luto de esperança perdida!...
Sou aquele que passa na rua, mas baixo a "crista"...
Porém, sou mais um que vem para rever...
Tão linda e tão bela que é a Rua da Boa Vista.
Se calhar sou uma visão com quem alguém sonhou,
Que veio até cá para mais sonhos não ter,
E continua a procurar alguém que nunca encontrou!
F. Felizardo
Setembro 2013
Setembro 2013
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