quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Serpenses Ilustres ( Figuras da nossa Terra) IV



Luís de Almeida e Albuquerque, Nasceu em Serpa na Rua da Capelinha  em 19 de Junho de 1819, filho de Bento de Almeida Vieira e Albuquerque e de Dª Ana Justina de Moura Furtado.
Licenciado em Leis aos 24 anos foi Lente na Escola Politécnica na cadeira de Economia Politica a qual regeu durante 62 anos.
Foi ainda Vereador e depois Presidente da Camara Municipal de Lisboa, Conselheiro de Estado, Secretário do Governo Civil de Lisboa, Vogal da Instrução Industrial e Comercial, do Conselho Superior do Comércio e Industria e Director Geral das Alfandegas.
Como Jornalista escreveu em várias publicações sendo mesmo proprietário do Jornal do Comércio e das Colónias do qual foi diretor, jornal em que colaboraram os maiores vultos da cultura do séc. XIX.
Na sua publicação “Recordações de Infância” Luis de Almeida e Albuquerque, que na verdura dos seus anos ainda sentiu o travo amargo dos seus medos, das suas perseguições, descrevia assim um dos episódios mais sanguinolentos da História da Vila de Serpa, vividos durante a guerra entre Liberais e Miguelistas:
                      Era esta Vila uma das que mais violentamente alimentavam ódios e as discordâncias,
                      em que ardia então todo o reino  e que para sempre assinalaram o medonho período
                      da nossa História, decorrido de 1828/1833.
O nome de Luis de Alemeida e Albuquerque, será dado a uma rua de Lisboa (Bairro da Graça) a instâncias do Conselgho da Faculdade de Ciências de Lisboa.
A toponimia de Serpa também o seu nome figura desde 1899 que a Vereação em 1967 transferiu para a rua atrás da escola primária (antiga escola do rapazes) junto ao Jardim.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Onde nasci


Eu nasci no quarto Bairro
E a saudade me remexe
Da Rua de Santo António
Mesmo ali ao pé da creche

O nascimento é notório
E a felicidade traduz
Ao meu pai de nome António
Minha mãe Maria da Cruz.

Apelidos também tenho
Da minha mãe o Rações,
Nome forte em tradição
E guardo com muito empenho
O do meu pai é Furão.

Desse rua tão pequena
Perpendicular às escadinhas
Chorei de saudade e pena
Por lembrar de vidas minhas

Das ruas deste meu espaço
Palmilhadas sempre a pé
Nunca chegava o cansaço
A este vosso amigo Zé

Naquela Travessa de Brinches
Brincadeiras muito encerro
Futebol de pé descalço
Na velha Linha de Ferro

Correrias sem ter fim
Nesse Bairro tão singelo
Que trás alegria em mim
Mesmo sendo velho é belo.

Sou de Serpa e a Deus peço
Vida longa e douradora
Eu nasci no Quarto Bairro
Ali às Portas de Moura

JRRF

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Termas Populares - Águas da Ferradura

Quem dos Serpenses mais velhos ou mais novos não terá ouvido falar nos benefícios das águas de Ferradura.
Ora vamos lá saber onde são e porque são tão famosas estas águas.
A localização:
A três km de distancia de Vila Verde de Ficalho, Concelho de Serpa, na Estrada Nacional 385 na direcção do Sobral da Adiça, existe um portão (informação disponibilizada em 2002) com a designação de "Herdade do Pé da Serra" franqueado-se aquela passagem percorrem-se mais 2 Km por estrada de terra batida encontrando-se de seguida a Herdade de Barros e Ferradura, a propriedade é particular mas o seu dono franquia a entrada aos aquistas, graciosamente o que nos dias de hoje é de louvar. A poça de água, designada por nascente 524N5, é conhecida e utilizada desde há muito tempo e consta de relatório de Inspecção de Aguas Termais de 1947, tem a configuração de uma ferradura, cerca de 12 metros de diâmetro e as suas águas são bicarbonatadas sódicas-magnesianas, trata-se de uma escavação em que água se encontra 2 metros abaixo do solo. As nascentes são três mas a poça nunca transborda. No fundo da poça existe uma argila gordurosa utilizada para dores musculares, reumatismo e doenças de pele e embora a maioria a use as aguas aquecidas, para banhos, há também quem tome agua e dizem, chegam a curar-se de doenças do fígado.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

1ª. Condessa de Ficalho, musa de Luis de Camões e outros Poetas

Rezam as Crónicas que Dª Francisca de Aragão, 1ª Condessa de Ficalho, terá nascido nesta casa, na Vila de Quarteira, Algarve, por volta do ano de 1536
Com a idade de 13 anos vai para a Corte, ficando ao serviço de Dona Catarina, mulher de D. João III.

Dizem que ofuscava com a sua beleza a própria Infanta Dª Maria, sendo por isso, adulada pelos poetas do seu tempo como nos dá conta o Cancioneiro Geral.
Poetas como Pedro Andrade Caminha, D. António de Almeida, D. Jorge de Meneses entre outros e, mesmo o grande Luís Vaz de Camões, se perderam de amores por D. Francisca. Foi D. Francisca que  de uma vez o desafiou o poeta com o mote: "Mas porém a que cuidados" a que o fogoso e temperamental "Trinca Fortes" alcunha de Luís de Camões, aceitando o repto lho devolveu, acompanhados de uma carta onde é bem patente a admiração que este lhe tinha.
Transcreve-se a composição que Camões escreveu:

« Que vindes em mi buscar,
cuidado, que sou cativo
e não tenho que vos dar ?
Se vindes a me matar
já há muito que não vivo;
se vindes, porque me dais
tormentos desesperados,
eu, que sempre sofri mais
não digo que não venhais:
mas porém a quê, cuidados?»

Desenvolve-se entre eles uma "terna amizade-amorosa" como classifica Julio Dantas, que só não se transforma em paixão porque a Rainha ao aperceber-se afastou da Corte Luiz Vaz enviando-o para as campina do Ribatejo.
D. Francisca casou com o seu primo D. João de Borja, embaixador na Corte Austríaca, para onde partiu nunca mais vendo o poeta. Dizem que quando quatro anos depois soube da sua morte o chorou com sentidas lágrimas.

Serpenses Ilustres (Figuras da nossa Terra) III

Neste caso não se tratará muito bem de um Serpense mas de Dª. Francisca de Aragão, primeira Condessa de Ficalho.

O titulo de Conde de Ficalho, neste caso Condessa de Ficalho, foi outorgado em 1599 por Filipe I, de portugal e segundo de Espanha que o concedeu a Dona Francisca de Aragão, filha de Nuno Rodrigues Barreto, alcaide-mor de Faro e Vedor da Fazenda do Algarve, terá nascido em 1536/37 e segundo reza a história foi uma das mulheres mais belas da Corte.
Dona Francisca de Aragão tinha ascendência régia já que era neta por parte da mãe do Mestre da Ordem de Calatrava, D. Afono de Aragão, filho bastardo de D. João II Rei de Aragão.
Foi para a côrte ao serviço de Dona Catarina esposa de D. João III de Portugal, tendo casado em 1576 com o seu primo D. João de Borja, Conde de Mayalde, figura eminente na Corte de Filipe I.
Mercê dos serviços prestados à Rainha Catarina  de Portugal e depois à Imperatriz de Espanha Dona Maria, foi D. Francisca de Aragão agraciada com o titulo de Condessa de Ficalho após a criação daquele condado.
Por  morte de D. Francisca herdou o condado de Ficalho o seu  filho segundo D. Carlos, o qual foi Presidente do Concelho de Portugal em Madrid.
Faleceu D. Francisca no dia 19 de Outubro de 1615, ficando sepultada no Colégio de Santo Inácio em Valladolid
O Titulo outorgado de juro e herdade, foi extinto em 1692, com a morte sem descendência do 4º Conde
de Ficalho.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

AFINAL... QUEM SOU EU

Gostaria de ser uma luz na tua vida,
Uma luz bem reluzente, ali nos lados do forte,
Luz da cidade, aquela que sempre amei, e amo até à morte
Gostava de ser a luz, essa luz que ilumina, mas está ferida...

Mas sou apenas uma triste sombra embranquecida,
Que o destino duro e amargo deu ao mundo em sorte,
Impelido pela força da natureza divina, vivi no forte,
Esquecido no mundo, fiz o meu luto de esperança perdida!...

Sou aquele que passa na rua, mas baixo a "crista"...
Porém, sou mais um que vem para rever...
Tão linda e tão bela que é a Rua da Boa Vista.

Se calhar sou uma visão com quem alguém sonhou,
Que veio até cá para mais sonhos não ter,
E continua a procurar alguém que nunca encontrou!

F. Felizardo
Setembro 2013

PORTUGAL - SERPA

Se fores um dia a Serpa.wmv

sábado, 21 de setembro de 2013

Serpenses Ilustres (Figuras da nossa Terra) II

D. Fernando de Serpa, senhor desta vila por graça de El Rei.
Consta do obituário da Sé de Lamego a seguinte ocorrência: Obijt domnis domnus Jnfans Fernndus de Serpa. E "M." CC."Lxxx"
Trata-se do registo da morte de D. Fernando de Serpa, sem outra referencia, sobre o seu nome, linhagem ou data de nascimento. Supõe-se assim que teria à data da morte cerca de 30 anos, uma vez que terá nascido em Santarém no ano de 1216/17 e a sua morte registada a 19 de Janeiro de 1246. 
Era o terceiro filho varão de D. Afonso II irmão de D. Sancho herdeiro da coroa e de D. Afonso que viria a reinar como Afonso III. 
D. Fernando terá 14/15 anos quando se dá a tomada do Castelo de Serpa.
Em Lisboa El Rei D. Sancho II tinha-se "pegado" em contendas com o clero e quando ficou vaga a mitra escolheu para a herdar um dos dois concorrentes mas o contrário ao escolhido pelo Cabido da Sé, foi quanto bastou para que D. Fernando entrasse na cidade com um séquito de homens de guerra e mandasse queimar todos s moveis e alfaias do preferido do Cabido da Sede. Mais ao ver recusado o mandado feito aos seus homens arrombar o tecto da igreja (recusa feita por ser violação de recinto sagrado) chamou mouros dos muitos que havia em Lisboa dando-lhe a mesma ordem. O desacato foi total mas não foi a única vez que o "moço" D. Fernando, na altura com 20 anos teria cometido tal sacrilégio. Daí que tenha sido excomungado mas, entregue depois aos remorsos ter-se-à dirigido a Roma, pedindo perdão ao Papa Gregório IX que lhe terá levantado a excomunhão a troco de pesadas penitências.
Casou com Dª. Sancha Fernandes de Lara, filha do Conde Castelhano, D. Fernando Gomes de Lara. Depois do casamento levou uma vida pacata e, ao que se sabe terá doado o senhorio de Serpa a sua mulher, conforme consta de vários documentos existentes.
D. Fernando de Serpa, senhor também das terras de Lamego ai terá falecido no dia 19 de Janeiro de 1246 como consta, como acima dissemos do obituário da Sé de Lamego.
Bibliografia consultada: Notas Históricas acerca de Serpa do Conde de Ficalho

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Serpenses Ilustres (Figuras da nossa Terra) I


Não consta em qualquer ensiclopédia nem encontramos o seu nome, nos mais diversos livros publicados, antes pelo contrário continua a ser uma pessoa anónima como qualquer Serpense humilde que o foi. Queremos  no entanto prestar a nossa homenagem a esta mulher, Serpense de nascimento e  de seu nome Maria José Malveiro.

Maria José Malveiro ou Comadre Malveira como carinhosamente era tratada pelos mais velhos, foi tal como tinha sido a sua mãe, Parteira, na então Vila de Serpa. (anos 40/50)

Não se conhece muito acerca da sua vida a não ser que teve 3 filhos João, Bento e Manuela.
Esta senhora ajudou a vir ao Mundo grande parte das crianças, Serpenses que hoje rondarão a casa dos 50/70 anos.
Os mais novos eram ensinados a  chamar-lhe madrinha, mesmo sem  o ser,  e as mães ensinavam os filhos a pedir-lhe a bênção como era costume pedir aos pais e aos avós.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

À Atenção dos Sócios desta Associação

A partir de hoje daremos inicio à publicação dos Acordos de Parceria que venham a ser firmados, com a Associação "Grupo Serpenses no Mundo"
Os sócios poderão começar a usufruir dos descontos e outras regalias que os parceiros firmaram com a Associação.
Para o efeito só terão de apresentar o cartão, ou na sua falta (uma vez que nem todos foram entregues) deverão identificar-se e comprovar estarem as quotas em dia.
Em breve anunciaremos mais acordos firmados.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A NOSSA COLECTIVIDADE


Depois que o Francisco Montes deixou esta foto na página do facebook dos Serpenses no Mundo não podíamos deixar de prestar a nossa homenagem ao autor destas belissimas quadras, o Sr António Jacinto Afonso, quadras que retratam a amizade e vivência de outros tempos.
Aos Sócios/proprietários do Restaurante Molhó Bico os nossos agradecimentos, por ter preservado esta memória colectiva. Bem haja.



1 -                                                                                 11 -     
     É UMA GRANDE COMPANHIA                                  CAIXINHAS, E O SALVADOR
     ONDE SÓ HÁ AMIZADE                                             MESTRES DA MESMA MATÉRIA
     REÚNE PRIMEIRO AO MEIO DIA                              O ALGARVIO - CAIADOR - 
     DEPOIS.... DA PARTE DA TARDE                             E O SERVENTE JOÃO SÉRIA
2 -                                                                                12 - 
    A PRIMEIRA REUNIÃO                                                ESQUECIA O MAXIMIANO
    É QUASE  SEMPRE A MAIS FRACA                          O JAIME E O JOSÉ BAPTISTA
    SENDO ABERTA A SESSÃO                                       MAS NÃO O FOI POR ENGANO
    PELO BAPTISTA E O PATACA                                   PORQUE  ESTAVAM "NA LISTA"
3 -                                                                               13 -
    VEM DEPOIS CHICO ARRANHADO                           CHITA, EURICO, MANUEL SERRA
    E P'RA TV... E AVARIAS                                              E P'RA COISA SER BONITA
    VEM O PEDRO ACOMPANHADO                               JÁ COMEÇARAM A GUERRA
    DO ARTUR, DO AFONSO E DO DIAS                         O MÓSCA, FIGUEIRA E O PELICA
4 -                                                                                14 - 
    LOGO ATRÁS O ZÉ ESPARTEIRO                             O NÚMERO VAI AUMENTANDO
    QUE VEM FEITO "NUM CHINELO"                            LEMBRAM-ME O MAMEDE, O GRAÇA
    PROCURA O ZÉ CANTONEIRO                                  E TAMBÉM ME ESTOU LEMBRANDO
    E APARECE-LHE O "MARTELO"                               DO MANUEL - GUARDA DE CAÇA -
5 -                                                                                15 - 
    O PESSOAL "INDA" É POUCO                                   DO ZÉ GATO, DO SAIÃO 
    MAS ALGUM VAI REUNINDO                                   DO ARRUDA E  VALENTIM 
    CHEGOU AGORA O CACHOPO                                  E PARA VIR À SESSÃO
    O SR PAIS E O ARLINDO                                            CHEGOU DE MOURA O JOAQUIM 
6 -                                                                                16 - 
   AINDA FALTA O PALAIO                                            O SILVA, ANTÓNIO DO CORRO
   ZÉ COELHO E O NOGUEIRA                                        QUE ESTÃO SEMPRE EM DISCUSSÃO
   E JÁ AGORA NÃO SAIO                                               E, P´RA NOS ENFIAR O GORRO
   SEM VER O CHICO FERREIRA                                     APARECEU O MÁRIO BAIÃO
7 -                                                                                 17 - 
    O MONTEIRO, TIOS: RAPOSO E SERRA                  DO "COIMBRA" JÁ ME ESQUECIA
    O "CHINITA" O MANUEL SÉRIO                                ANTÓNIO MESTRINHO E DOS LOBOS
    ELEMENTOS QUE ESTÃO NA BERRA                     DO TIO ZÉ, DA DROGARIA
    E VALEM MESMO UM IMPÉRIO                               E NÃO SEI SE JÁ ESTÃO TODOS
8 -                                                                                18 - 
   O MENDES, - TARDA A CHEGOU..,                             TAMBÉM APARECE - ÀS VEZES - 
   HORÁCIO NÃO APARECE                                            ZÉ DA MOTA - BOM PARCEIRO -
   PORQUE O SEU PAI ABALOU                                     E LÁ DE MESES A MESES
   BEBIDA NÃO LHE APETECE                                       O CELESTINO JANEIRO
9 -                                                                                 19 - 
   MAS AINDA HÁ MAIS SÓCIOS                                  E DEIXEI, PARA DEPOIS
   O CHORÃO, O JOAQUIM MESTRINHO                     - MAS PROPOSITADAMENTE -
  QUE, FEITOS OS SEUS NEGÓCIOS                              MOLHÓ BICO - NUMERO DOIS -
  AQUI BEBEM UM COPINHO                                        QUE EMBEBEDA TODA A GENTE
1O -                                                                             20 -
  BENTO ORELHAS, O HEITOR                                      FABRICANTE DE "PIRUAS"
  O PARAÍBA E O COSTA                                               ESTÁ CERTO -, NÃO HÁ PENEIRAS
  NÃO VEM CÁ POR FAVOR                                           QUE DESCEM, DUAS A DUAS,
  PORQUE QUALQUER DELES GOSTA                         (DA ADEGA) AS "ESCALEIRAS"
                       
                                                                                                                           6/3/73
                                                                                                                           AJA

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Festa/Convívio dia 31 de Agosto 2013

No passado dia 31 de Agosto, realizou-se no espaço e com a colaboração da Comissão de Festas de Serpa a quem agradecemos, um animado convívio organizado pela Associação "Grupo Serpenses no Mundo".
Deu inicio às "hostilidades" O Presidente da Direcção da Associação, amigo Gualkim di Palma ou como é mais conhecido, Kim Palma, que deu as boas vindas a todos os presentes.
O referido convívio seguido de baile teve a participação de alguns elementos da Banda Filarmónica de Serpa, elementos do Grupo Alentejano da Academia Sénior de Serpa e os Trovas Campestres.
                        
O espectáculo foi apresentado pelo amigo, sócio e Secretário da Mesa da Assembleia Geral, José Cândido Saraiva, que também disse versos da poeta popular Serpense, Virgínia Lagarto, gentilmente cedidos pelo Sócio, Manuel Lobo a quem agradecemos.
Na apresentação do espectáculo foi acompanhado pela amiga e Tesoureira da Associação, Mariana Laneiro, que também recitou um poema "As minhas mãos", de sua autoria e "Alentejo" da autoria da sócia, Susete Evaristo.
Nas modas Alentejanas há uma estrofe que diz muito do cante de Serpa e das suas gentes:
"Quem me dera ser de Serpa
   ou em Serpa ter alguém
Só para ouvir dizer:
É de Serpa Cantas bem.
Nesta foto a cumplicidade do Cante Alentejano, entre Grupo da Academia Sénior de Serpa e o Grupo Trovas Campestres  
Serpa as suas gentes que a amam e que estejam onde estiveram não a esquecem e tem mais, tem o cante dolente e harmonioso que nos transporta para os longínquos tempos das judiarias, talvez a sua raiz, tem músicos, tem pintores e tem poetas, uns mais conhecidos outros menos, que estiveram presentes neste serão, uns fisicamente, outros através das suas palavras. Além dos já acima mencionados também a sócia Gracinda Mangas disse poemas de sua autoria "Mulheres de Serpa" e "Serpenses" foram ditos do poeta e amigo também serpense, Francisco Parreira os versos "3ª feira de Altinho"
A Banda Filarmónica de Serpa que não deixou de estar presente neste nosso evento, aqui em plena actuação. Obrigado a todos.
Um agradecimento especial a todos os que de forma colaboraram com a Associação neste evento que cremos não será o único. Agradecemos também a colaboração do amigo Fernando "Baletas" e do amigo Armando Torrão, ambos actuando em conjunto com os  "Trovas Campestres"  para quem vai também um sincero Obrigado.
A alegria e animação não faltaram nesta noite, nem os momentos de cumplicidade entre os amigos e dirigentes Associativos como se pode ver na imagem.
Aqui representantes da Comissão de Festas que também deram o seu contributo para que a noite de 31 de Agosto fosse uma noite espectacular. Obrigada moçoilas, como diria o nosso amigo Saraiva.
Segui-se o sorteio de um quadro da pintora Mariana Laneiro, tendo o mesmo sido entregue ao feliz premiado.
A foto do quadro sorteado